Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e
segue-Me. Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas
propriedades.
Mateus 19:21 e 22.
Jesus não usa subterfúgios. Vende tudo o que tens e dá-o aos pobres. Essa é uma ordem muito contundente, uma afirmação muito exigente.
Ora, também o é a afirmação que diz: "Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a Mim não é digno de Mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a Mim não é digno de Mim; e quem não toma a sua cruz e vem após Mim, não é digno de Mim. Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por Minha causa achá-la-á." Mateus 10:37-39. Não há nada de sutil em tudo isto. Jesus está dando ordens absolutistas.
Contudo, se começarmos a pensar no assunto, veremos que isso não era uma novidade que estava sendo introduzida por Jesus. Os Dez Mandamentos determinam: "Não terás outros deuses diante de Mim." Êxodo 20:3. Deus exigia tudo de Seu povo no Antigo Testamento. Ele era um "Deus zeloso" que não admitia concorrência.
O conceito da adoração a Deus e a nenhum outro é apresentada também no Novo Testamento, onde
recebemos ordem para amar a Deus de todo o coração, alma e mente.
O cristianismo não é uma religião concessória. É uma religião de dedicação total. Essa é uma das coisas que torna o cristianismo diferente da maioria das outras grandes religiões do mundo.
Lembro-me de como fiquei frustrado quando entrei em contato pela primeira vez com o hinduísmo, uma religião de centenas de milhões de deidades. Um hindu não tem problema em aceitar a Cristo como um deus entre milhões de outros. Mas outra coisa bastante diferente é um hindu aceitar a Jesus como o único e suficiente Deus e Salvador. Isso é drástico, drástico demais para a maioria.
Mas isso é o que Jesus exige. Ou pertencemos inteiramente a Cristo ou não pertencemos. Essa é uma escolha séria. É uma escolha que não admite concessão. O cristianismo é uma fé radical.