O VALOR DA PESSOA HUMANA

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(Marcos 2:23-28)

Nos nossos relacionamentos existem muitas dificuldades, pois todos somos imperfeitos, e neles se manifestam nossas imperfeições. Muitas vezes nos sentimos desvalorizados e maltratados pelos outros, porém há outras vezes em que somos nós quem não valoriza as outras pessoas. 

Há sempre uma tendência de compará-las com outras, ou de exigir e querer que sejam aquilo que nós achamos que devem ser, e assim, temos muita dificuldade em aceitar as pessoas simplesmente como elas são, ou como podem vir a ser. Imaginem se Deus nos tratasse nesta medida, exigisse de nós a perfeição para poder nos amar? 

As pessoas são importantes porque são a imagem e semelhança de Deus, e devem ser amadas, mesmo que não gostemos delas, ou mesmo que nada possuam, ou mesmo que não ajam como “gostaríamos”. É interessante pensar que no lugar delas agiríamos da mesma maneira. Todos nós sabemos viver a vida dos outros, e temos dificuldade de viver nossa própria vida. 

Este texto nos deixa uma lição, que um dos cuidados que devemos ter é o de não dar maior importância às normas e regulamentos, do que à pessoa humana. 

O sentido de toda legislação mosaica era a proteção dos fracos (Levítico 25:35-37), porem havia chegado ao ponto em que se tornara o martírio. O que era para protegê-los, tornou-se sua condenação. 

Repare, por exemplo, nas despesas das igrejas, será que a prioridade ou o valor maior é dirigido em prol das pessoas? É interessante que a acusação destes homens se baseava na revelação divina (o 4° mandamento). O Senhor rebate a acusação dos fariseus também com a revelação divina - a Bíblia. É possível oprimir as pessoas mesmo com a Bíblia nas mãos, é possível também libertá-la de jugo e aliviá-las. 

Jesus não anulou o mandamento, mas ele liberou as pessoas de interpretações incorretas, que podem trazer dano e não bênçãos. Leiamos Jó 36:5, João 7:23-24; Oséias 6:6 e Mateus 16:26 

Por que todos vinham tem com Jesus? Acorriam para Ele? O seguiam? É porque Jesus ia de encontro às necessidades daquelas pessoas com sua pregação e obra, sem censura (exemplo a mulher adúltera). Ele acalentava corações, curava, alimentava, mostrava o melhor para todos. 

Quando vemos igrejas vazias hoje e sem poder, não seria por que temos agido como os fariseus e não como Jesus? Se a igreja é o lugar de amor e de paz, por que estão vazias e as pessoas não estão interessadas nela nem em viver na presença de Cristo? Não será talvez por que nós, seus emissários e representantes, não estamos levando ao mundo a imagem de Jesus refletida em nosso viver diário? Por que as pessoas não tem nos procurado para aliviar as suas dores? 

Valorizar as pessoas é valorizar a si mesmo. Lembre-se: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados.” “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles.” (Mateus 7:1,2,12)


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