Em 1995, foi criado um jogo de vídeo-game chamado pokémon,
que depois foi transformado em desenho, também após a criação
deste desenho apareceu um outro aliado a este chamado pikachu,
estes desenhos aparentemente simples tem um nome, um significado
malígno que pronunciado dentro de seus lares traz maldição.
Pokémon - significa demônio de bolso.
Pikachu - significa monstro destruidor.
Esse desenho fora exibido pela primeira vez no Japão
causando alucinações, suicídios, coma e parada cardíaca
em mais de 1500 crianças que o assistiram.
Infelizmente chegou aqui no Brasil e muitas crianças
estão assistindo.
Obs.: O criador deste desenho após ter terminado o seu
projeto começou a viver como bicho e comer partes do seu
próprio corpo, até que foi internado em um hospício e logo
após cometeu suicídio.
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Pikachu, Charmander, JigglyPuff... nomes estranhos? Só
para você que ainda não acompanha a saga dos 150
Pokémons. |
O pequeno Hiroshi, 8 anos, mora em Tókio, capital de
um país onde as crianças costumam se virar sozinhas em casa,
sem os pais. Eram quase 18h30. Ele já tinha feito suas tarefas
escolares e não via a hora de assistir ao seu desenho preferido.
Preparou um sanduíche e sentou bem pertinho da TV, para
não perder nenhum lance. Vinte minutos após o final do show,
o garoto era levado numa ambulância sofrendo convulsões
...
O que parece ser uma cena de filme de terror ou ficção
científica foi realidade para muitas crianças na noite de
16 de dezembro de 1997, na capital japonesa. Cerca de 700
pessoas da cidade, a maioria crianças e adolescentes, foram
internadas após a transmissão do desenho animado, com sintomas
de Epilepsia Fotossensível: ataques convulsivos, vômitos,
hemorragias, olhos injetados, vertigens e desmaios.
Um grupo de pediatras e psiquiatras diagnosticou a causa:
o desenho animado Pokémon, inspirado no videogame da Nintendo,
Pocket Monsters.
Impressionado com o fenômeno, um pesquisador brasileiro
resolveu se debruçar sobre o assunto reunindo o maior número
de informações. Quando a TV Record anunciou a compra de
um pacote de 43 episódios da série para exibição no Brasil,
saiu uma matéria na mídia, onde o doutor em comunicação
pela USP, Flávio Calazans falava dos efeitos do desenho
nas crianças japonesas. A notícia acabou gerando o adiamento
da estréia nas telas do país. Hoje, todos
os dias qualquer pessoa pode assisti-lo no programa infantil
Eliana e Alegria, que atinge picos de audiência.
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O que de fato aconteceu? . |
Batizado pela mídia de "Pânico Pokémon", o fenômeno ganhou
destaque em jornais e emissoras de TV do mundo inteiro.
Tudo aconteceu num piscar de olhos... ou melhor, de bochechas.
Na cena fatídica, as faces rechonchudas do personagem principal,
um pequeno roedor amarelo chamado Pikachu, piscaram durante
cerca de cinco segundos em luzes de diferentes cores. O
tempo foi mais do que suficiente para vinte minutos depois,
começar o corre-corre frenético das ambulâncias por todas
as ruas da cidade.
Na pesquisa "Midiologia Subliminar: Efeitos Neurofisiológicos
do Desenho Animado Pokémon", Flávio Calazans cita o médico
psiquiatra especializado em epilepsia Yukio Fukuyama, que
batizou a nova doença: Epilepsia Televisiva. Uma derivação
da Epilepsia Fotossensível em escala epidêmica, disseminada
pela TV. "Nunca houve registro documentado de tal tipologia
de efeito colateral relacionado à mídia eletrônica", afirma
Calazans.
A produção do Pokémon teria usado uma técnica hipnótica
para aumentar a identificação do telespectador. Conhecida
como Paka-Paka (pisca-pisca), a técnica emprega um jogo
de luzes coloridas que piscam em velocidade taquiscocópica
subliminar (tão rápida, que é percebida apenas a nível do
subconsciente humano).
A lógica é simples: quanto mais veloz, maior a emoção,
a identificação. Na cena em questão, as bochechas do Pikachu
piscaram mais de 10 vezes num só segundo, nas cores vermelho,
branco e azul, provocando um verdadeiro curto-circuito epilético
no sistema neurológico, chegando a alterar a química do
sangue. Em estudo publicado este ano nos Anais de Neurologia,
o dr. Shozo Tobimatsu, do Departamento de Neurologia clínica
da Universidade de Kyushu, em Fukuoka, Japão, confirmou
a hipótese levantada por Calazans dois anos antes: os ataques
foram provocados em crianças que nunca tinham tido ataques
epilépticos pela alta freqüência do sinal associada à seqüência
de cores utilizada (vermelho-branco-azul).
Segundo alguns psiquiatras e outros especialistas, esta
técnica de efeitos especiais, nomeadamente quando se recorre
à alternância de luzes fortes, pode ativar reações epilépticas
fotossensitivas, muito em particular nas crianças.
Casos idênticos registraram-se já em 1989, no Japão,
em 1991, nos Estados Unidos, e, em 1993 na Grã-Bretanha.
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Tem um Pokémon no seu Bolso! |
O pesquisador brasileiro enquadrou o "Pânico Pokémon"
como um dos três maiores fenômenos que marcaram a história
dos meios de comunicação do século - os outros dois seriam
a transmissão radiofônica de "Guerra dos Mundos", por Orson
Welles em Nova York, gerando fuga e pânico em massa, e,
no ano de 1956, a experiência de Jim Vicary, em um cinema
de Nova Jersey, enviando mensagens com tecnologia taquicoscópica
subliminar e aumentando em 60% a venda de produtos no intervalo
entre as sessões.
"Nem mesmo os escritores de ficção científica mais delirantes
jamais fantasiaram tamanho pesadelo: quando o canhão de
raios catódicos da televisão torna-se um canhão de guerra,
guerra psicológica ou mesmo guerra psiquiátrica-neurofisiológica",
avaliou Flávio Calazans.